A LEGALIZAÇÃO DA CAPOEIRA
Em meiados de 1930 começa um novo ciclo na historia da capoeira. Nessa época o Brasil se encontrava numa situação difícil sob um regime totalitário, com leis penais que consideravam os capoeiristas como indivíduos perigosos que deveriam ser caçados. Mais uma vez a capoeira conseguiu se camuflar e se manter viva mesmo sendo proibida.
É aí que entra em sena, Manoel dos Reis Machado, mais conhecido pelo apelido de Mestre Bimba, criador de um novo estilo de capoeira, o qual foi responsável pela grande revolução dessa arte. Mestre Bimba foi convidado a fazer uma demonstração no palácio do governo da Bahia, pelo interventor general Juraci Magalhães, diante de amigos e autoridades do pais, e no dia 23 de junho de 1937, a academia de Mestre Bimba, foi reconhecida pelas secretarias de Educação, Saúde e Assistência Pública.
O aspecto sociocultural da capoeira retomou seu lugar dentro da música, das artes plásticas, literatura, etc, dando assim um fim à opressão de todas as outras formas de manifestações culturais afro-brasileiras, também consideradas marginais. A capoeira sobreviveu às perseguições, os negros preservaram sua luta e a transformaram em patrimônio brasileiro. Eles nos deram também, uma lição de vida, pela capacidade de resistir e lutar dentro das mais difíceis condições.
Hoje em dia, a capoeira aumenta a cada vez o seu número de praticantes, de todas as raças e classes sociais do Brasil, também de vários outros paises. Ela encontra assim um reconhecimento mundial, como arte, em rítmo e em movimento, que mostra toda a creatividade de um povo injustamente oprimido.