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A Capoeira
 
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A ÉPOCA COLONIAL

Durante o período da colonização do Brasil (no século 16), começa o tráfico de negros capturados na África e deportados para as Américas onde eles eram vendidos como escravos. Para o negro aceitar a condição de escravo, foi presciso o empenho dos escravagistas em suprimir as raízes culturais , além das torturas utilizadas com o objetivo de reduzir os negros em "seres inferiores". O que interessava realmente aos colonos, era somente a força e a resistência ao trabalho que o negro possuia. Mesmo submisso a essa situação deshumana, o negro não perdeu seu instinto de ser humano de corpo e alma. A capoeira nasce nessa época : os negros africanos a criaram a partir de gestos de animais, instrumentos de trabalho e danças tribais com o objetivo de ultilizá-la como arma no momento oportuno, e também como diversão nos momentos livres depois do trabalho forçado, esquescendo assim por um instante sua dura realidade. As perseguições à capoeira começam quando os senhores de engenho realizam os perigos que sua prática representava
 
     
- trazia um sentimento de nacionalismo
 
     
- dava individualidade e auto-confiança
 
     
- favorisava a coesão entre diferentes grupos
 
     
- condicionava os escravos a serem ágeis e perigosos
 
     
- as vezes, causava lesões evidentemente indesejáveis que davam prejuízo aos donos de escravos.
 
             
 
Desde o seu começo, a capoeira foi perseguida e o capoeirista considerado como um marginal, um delinqüente, uma ameaça para a sociedade que se viu obrigada a se proteger atravéz de leis que reprimiam e puniam seus praticantes.
A opressão persistiu durante séculos e ainda pode se ver presente nos dias de hoje.
 
             
             
 

A LEGALIZAÇÃO DA CAPOEIRA

Em meiados de 1930 começa um novo ciclo na historia da capoeira. Nessa época o Brasil se encontrava numa situação difícil sob um regime totalitário, com leis penais que consideravam os capoeiristas como indivíduos perigosos que deveriam ser caçados. Mais uma vez a capoeira conseguiu se camuflar e se manter viva mesmo sendo proibida.

É aí que entra em sena, Manoel dos Reis Machado, mais conhecido pelo apelido de Mestre Bimba, criador de um novo estilo de capoeira, o qual foi responsável pela grande revolução dessa arte. Mestre Bimba foi convidado a fazer uma demonstração no palácio do governo da Bahia, pelo interventor general Juraci Magalhães, diante de amigos e autoridades do pais, e no dia 23 de junho de 1937, a academia de Mestre Bimba, foi reconhecida pelas secretarias de Educação, Saúde e Assistência Pública.

O aspecto sociocultural da capoeira retomou seu lugar dentro da música, das artes plásticas, literatura, etc, dando assim um fim à opressão de todas as outras formas de manifestações culturais afro-brasileiras, também consideradas marginais. A capoeira sobreviveu às perseguições, os negros preservaram sua luta e a transformaram em patrimônio brasileiro. Eles nos deram também, uma lição de vida, pela capacidade de resistir e lutar dentro das mais difíceis condições.

Hoje em dia, a capoeira aumenta a cada vez o seu número de praticantes, de todas as raças e classes sociais do Brasil, também de vários outros paises. Ela encontra assim um reconhecimento mundial, como arte, em rítmo e em movimento, que mostra toda a creatividade de um povo injustamente oprimido.
 
             
 
texto: Hiena.
       
             
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